Arroz e feijão no almoço: o que um estudo brasileiro revela sobre saúde e sustentabilidade

Quando se fala em alimentação saudável, é comum pensar em dietas restritivas, ingredientes caros ou receitas difíceis. Mas uma pesquisa recente voltou a atenção para uma combinação simples e presente na rotina de milhões de brasileiros: arroz e feijão.

Publicado em 2025, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade Técnica da Dinamarca analisou alimentos comuns no Brasil considerando dois aspectos: os possíveis impactos para a saúde e os custos ambientais da produção.

O QUE O ESTUDO DESCOBRIU

A pesquisa avaliou 33 alimentos que contribuem significativamente para a ingestão de energia dos brasileiros. Para isso, os pesquisadores utilizaram o Índice Nutricional de Saúde, conhecido como HENI, que estima minutos de vida saudável associados ao consumo de determinadas porções.

Na métrica utilizada pelo estudo, uma porção média de arroz com feijão apresentou uma estimativa positiva de 2,11 minutos de vida saudável. O feijão isoladamente teve resultado de 6,53 minutos, enquanto alimentos como peixes de água doce e banana também apresentaram bons índices.

O estudo foi publicado no periódico científico International Journal of Environmental Research and Public Health. A publicação científica completa apresenta a metodologia, e a Jornal da USP explica os principais resultados.

O NÚMERO NÃO DEVE SER INTERPRETADO LITERALMENTE

Isso não significa que uma única refeição acrescente exatamente dois minutos e onze segundos à vida de uma pessoa.

O resultado é uma estimativa baseada em padrões contínuos de consumo, tamanho médio das porções, características da população e fatores de risco nutricionais. A própria pesquisadora entrevistada pela USP explicou que o cálculo não representa o efeito de comer uma única bolacha ou uma única refeição, mas sim a consequência de manter determinados hábitos durante muito tempo.

A principal mensagem, portanto, não é transformar o almoço em uma contagem de minutos. É perceber que escolhas repetidas ao longo dos anos fazem diferença.

POR QUE ARROZ E FEIJÃO CONTINUAM IMPORTANTES

O Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, recomenda que a alimentação tenha como base alimentos in natura ou minimamente processados e valoriza preparações tradicionais, como a combinação de arroz e feijão.

Essa dupla reúne um cereal e uma leguminosa, além de fazer parte de uma refeição que pode incluir verduras, legumes, carnes, ovos e outros acompanhamentos. O resultado é uma alimentação variada, reconhecível e possível de ser mantida no dia a dia.

O estudo também chamou atenção para outro ponto: a dieta brasileira ainda é muito centrada em arroz, feijão e carnes, mas apresenta pouca diversidade de alimentos nativos e regionais. Ou seja, manter a base tradicional é importante, mas variar os acompanhamentos também faz parte de uma boa escolha.

COMO APLICAR ESSA INFORMAÇÃO NO ALMOÇO

Para quem almoça em restaurante, algumas decisões simples podem ajudar:

• manter arroz e feijão como parte da refeição, quando essa combinação estiver disponível;

• incluir verduras ou legumes;

• variar as fontes de proteína ao longo da semana;

• evitar que alimentos ultraprocessados ocupem o centro da alimentação diária;

• escolher com atenção, sem transformar uma refeição isolada em motivo de culpa.

Não existe um prato universal que sirva para todas as pessoas. Necessidades alimentares variam de acordo com idade, saúde, rotina e orientação profissional. A ideia é olhar para o conjunto dos hábitos, e não para um único ingrediente.

O QUE ESSA PESQUISA TEM A VER COM O DOM RAMALHO

No Dom Ramalho, essa discussão aparece de uma forma prática: a possibilidade de encontrar uma refeição brasileira com arroz, feijão, saladas, carnes e acompanhamentos preparados para o almoço do dia. O cardápio pode variar conforme a produção e a disponibilidade, mas a proposta é trabalhar com comida caseira e preparações que fazem parte da rotina de muitas famílias.

A pesquisa não certifica nenhum restaurante como saudável, nem significa que todo prato será ideal para todas as pessoas. A conexão está em outro lugar: oferecer comida reconhecível e permitir que cada cliente faça suas próprias escolhas.

O Dom Ramalho fica na praça de alimentação do Carrefour Park Sul, ao lado do ParkShopping, e atende durante o horário de almoço. Para conferir as opções disponíveis e pedir em casa, consulte o cardápio de delivery.

COMIDA TAMBÉM É CULTURA

A alimentação não é feita apenas de nutrientes. O livro Comida, memória e afeto: Minas Gerais 300 anos reúne receitas e relatos de diferentes regiões mineiras e mostra como os pratos cotidianos também carregam identidade, convivência e história.

Essa dimensão cultural ajuda a explicar por que arroz, feijão, verduras e preparações caseiras continuam tão presentes. A ciência ajuda a medir os efeitos dos hábitos alimentares; a cultura explica por que determinados alimentos permanecem importantes na vida das pessoas.

A MELHOR LEITURA DO ESTUDO

A pesquisa não propõe uma dieta da moda. Ela reforça uma ideia mais simples: uma alimentação equilibrada depende de frequência, variedade, acesso e escolhas possíveis de manter.

Arroz e feijão continuam sendo uma base importante do prato brasileiro. No Dom Ramalho, essa tradição encontra Brasília em uma refeição feita para quem trabalha, circula pelo Park Sul ou prefere pedir comida caseira pelo delivery.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a orientação de um nutricionista ou médico.

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